O que não é medido não entra na pauta
Segurança do trabalho costuma aparecer na reunião de diretoria só quando acontece um acidente grave ou chega uma autuação. Isso não é falta de interesse. É falta de informação apresentada de um jeito que caiba numa decisão. O painel de indicadores existe para colocar a SST na pauta de forma regular, com dados, antes do problema.
Dois tipos de indicador
Um bom painel equilibra números que olham para trás com números que olham para frente.
| Indicadores de resultado (o que já aconteceu) | Indicadores de gestão (o que evita o próximo) |
|---|---|
| Acidentes com e sem afastamento | Exames ocupacionais em dia e a vencer |
| Taxas de frequência e de gravidade | Treinamentos obrigatórios realizados e pendentes |
| Dias perdidos por afastamento | Ações do plano do PGR concluídas e atrasadas |
| Absenteísmo por atestado, por setor | Inspeções realizadas e não conformidades abertas |
| CATs emitidas no período | Fichas de EPI completas e certificados válidos |
As taxas de frequência e gravidade seguem critérios técnicos reconhecidos de cálculo, o que permite comparar períodos e unidades com o mesmo método.
Escolher pouco, acompanhar sempre
O erro mais comum é querer medir tudo. Painel com quarenta gráficos ninguém lê. Trabalhamos com a gestão para escolher um conjunto enxuto, ligado aos riscos que mais importam para aquela empresa. Uma transportadora vai olhar para acidentes de trânsito e para o exame toxicológico dos motoristas. Um hospital, para acidentes com perfurocortantes e para afastamentos por sobrecarga. Um escritório, para absenteísmo e para os fatores psicossociais.
Como montamos o painel
- Conversa com a gestão. Entendemos quais decisões o painel precisa apoiar e quem vai usá-lo.
- Seleção dos indicadores. Definimos o conjunto, a fórmula e a meta de cada um.
- Fontes de dados. Mapeamos de onde vem cada número: exames, atestados, treinamentos, ocorrências.
- Primeira versão. Apresentamos o painel com os dados disponíveis e ajustamos o que não ficou claro.
- Rotina de atualização. O painel passa a ser atualizado na frequência combinada e apresentado nas reuniões.
Indicador sem ação é decoração. Cada número do painel tem um responsável e uma pergunta associada: o que vamos fazer se ele piorar? É isso que transforma o painel em ferramenta de gestão.
Quem usa e para quê
- Diretoria: visão geral, tendências e custos ligados a acidentes e afastamentos.
- RH: pendências do dia a dia, como exames e treinamentos a vencer.
- SESMT ou responsável de SST: andamento do plano de ação e das inspeções.
- CIPA: dados para discutir prioridades nas reuniões.
Qualidade do dado vem antes do gráfico
Um painel bonito com dados errados é pior do que nenhum painel, porque leva a decisões erradas. Antes de mostrar qualquer número, conferimos a base: acidentes registrados sem CAT, atestados lançados em duplicidade, treinamentos sem certificado, exames feitos em outro fornecedor e não informados. Os primeiros meses costumam revelar lacunas na própria rotina, e corrigir essas lacunas já é um ganho de gestão. A partir daí, o painel passa a refletir a realidade e a comparação entre meses faz sentido.
Ligação com custo e com o FAP
Acidentes e afastamentos acidentários pesam no cálculo do FAP, que afeta a contribuição da empresa. O painel ajuda a acompanhar esse histórico ao longo do ano, em vez de descobrir o efeito só quando o fator é divulgado. Para a análise detalhada, veja a inteligência tributária FAP/RAT.
O painel pode ser contratado sozinho ou dentro do BPO de SST. Atendemos empresas de Goiânia e região metropolitana.