Auditoria é um olhar de fora
Quem convive com a rotina se acostuma. A proteção da máquina que foi retirada para manutenção e nunca voltou, o extintor atrás da pilha de caixas, o exame periódico que passou da data de três empregados do turno da noite. A auditoria traz alguém que não está acostumado com nada disso e que olha a empresa com os mesmos critérios de um auditor-fiscal do trabalho.
Três camadas de verificação
Documentos
Programas, laudos, ASOs, certificados, fichas de EPI, ordens de serviço, atas da CIPA. Existe, está atualizado, está assinado, é coerente?
Campo
Proteções de máquinas, sinalização, instalações elétricas, EPI em uso, rotas de fuga, armazenamento de produtos. O que está no papel acontece?
Sistemas
Eventos de SST no eSocial conferidos com laudos e exames, para não haver divergência entre o que foi declarado e o que existe.
Pessoas
Conversa rápida com trabalhadores e lideranças: sabem dos riscos, receberam orientação, conhecem os procedimentos?
Quais normas entram
Depende da atividade. Toda empresa com empregados passa pelos pontos gerais: gerenciamento de riscos da NR-1, PCMSO da NR-7, EPI da NR-6, CIPA da NR-5 e, quando aplicável, SESMT da NR-4. A partir daí, o roteiro inclui as normas específicas do negócio: NR-10 para eletricidade, NR-12 para máquinas, NR-18 para obras, NR-32 para serviços de saúde, NR-35 para trabalho em altura, entre outras. Montamos o roteiro antes da visita, com base no que a empresa faz.
Como a auditoria acontece
- Escopo. Definimos unidades, setores e normas a verificar, e pedimos a documentação com antecedência.
- Análise documental. Conferimos o acervo antes de ir a campo, para chegar sabendo o que procurar.
- Visita técnica. Percorremos os setores com o responsável da empresa, com registros fotográficos.
- Relatório. Cada não conformidade com descrição, evidência, item da norma relacionado e recomendação.
- Reunião de devolutiva. Apresentamos os achados e ajudamos a priorizar.
Como os achados são priorizados
| Prioridade | Critério | Exemplo |
|---|---|---|
| Imediata | Risco grave e iminente à integridade de alguém | Máquina sem proteção em operação |
| Alta | Obrigação legal descumprida com risco de autuação | PCMSO desatualizado, exames vencidos |
| Média | Falha de registro ou de controle | Fichas de EPI incompletas |
| Melhoria | Boa prática que fortalece a gestão | Indicadores para a diretoria |
Situação de risco grave não espera o relatório. Se durante a visita encontrarmos algo que coloque alguém em perigo imediato, avisamos o responsável na hora.
Quando fazer
- Antes de uma fiscalização anunciada ou depois de receber uma notificação.
- Na troca de fornecedor de SST, para saber o que está sendo herdado.
- Na compra ou incorporação de outra empresa, como parte da análise de riscos do negócio.
- Antes de auditorias de clientes, certificações ou credenciamentos.
- Depois de um acidente grave, para verificar se há falhas parecidas em outros setores.
- De forma periódica, como rotina de controle da própria gestão.
- Ao abrir uma nova unidade ou mudar um processo produtivo, antes de os trabalhadores começarem a atuar no novo ambiente.
E depois da auditoria
O relatório vira plano de trabalho. A empresa pode corrigir por conta própria, contratar a consultoria de adequação às NRs ou incluir a rotina no BPO de SST. Problemas documentais são resolvidos pela gestão de documentos, e divergências no eSocial pela retificação de eventos. Se a fiscalização já autuou, a frente de defesa em autos de infração entra em cena. Para manter o padrão, as inspeções periódicas de segurança repetem a verificação em campo.
Atendemos empresas de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Trindade e região.