Aqui não se mede: se analisa a atividade
No laudo de insalubridade, quase tudo gira em torno de medições. No laudo de periculosidade, a lógica é outra. A NR-16 lista atividades e operações consideradas perigosas e, em vários casos, delimita áreas de risco. A pergunta do laudo é: esta função executa uma dessas atividades, ou permanece dentro dessas áreas, de forma que caracterize o risco previsto na norma?
Por isso a visita ao local é decisiva. A distância de uma bomba de abastecimento, a rotina de um eletricista ou o trajeto de um entregador mudam a conclusão.
As situações previstas na NR-16
| Tema | Exemplos de funções que pedem análise |
|---|---|
| Inflamáveis | Frentistas, abastecedores de frota, trabalhadores em depósitos de combustível ou de gás |
| Explosivos | Pedreiras, armazenamento e manuseio de explosivos |
| Energia elétrica | Eletricistas e técnicos que atuam em instalações energizadas ou com risco equivalente |
| Segurança patrimonial ou pessoal | Vigilantes e funções expostas a roubos ou violência física, nos termos da norma |
| Motocicleta | Motoboys, entregadores e técnicos que usam moto em vias públicas, com as exceções da norma |
| Radiações ionizantes | Atividades com fontes radioativas e equipamentos emissores, conforme a regulamentação |
Onde surgem as dúvidas mais comuns
"Ele só passa perto"
O almoxarife que cruza a área de abastecimento uma vez por dia está na mesma situação do frentista? Nem sempre. O laudo analisa a frequência, a duração e o motivo da permanência, e registra os fatos observados para que a conclusão possa ser verificada.
Eletricista de manutenção predial
Trocar lâmpadas e tomadas com o circuito desligado é diferente de intervir em quadros energizados. A descrição detalhada das tarefas, os procedimentos de desenergização e o treinamento de NR-10 entram na análise.
Armazenamento de inflamáveis dentro da empresa
Tanques de diesel para geradores, depósitos de solventes e estoques de gás são frequentes em indústrias e condomínios. A quantidade armazenada, o tipo de recipiente e a localização definem se há área de risco e quem está dentro dela. Para quem manuseia inflamáveis, veja também o treinamento de NR-20.
Passo a passo do laudo
- Levantamento. Funções, atividades, plantas do local, quantidades de inflamáveis armazenadas e rotinas de trabalho.
- Vistoria. Verificamos áreas de risco, trajetos, tempos de permanência e procedimentos.
- Enquadramento. Comparamos cada função com os anexos da NR-16 vigente.
- Conclusão por função. O laudo informa se há periculosidade, em qual anexo e com qual fundamento, ou por que não há.
- Recomendações. Quando possível, indicamos mudanças de layout ou de rotina que retirem trabalhadores das áreas de risco sem necessidade.
Reorganizar pode ser melhor do que pagar. Em muitos casos, mudar o local de um tanque, criar uma rota que não passe pela área de abastecimento ou concentrar a tarefa em uma equipe treinada reduz o número de expostos. O laudo atualizado registra a nova situação.
O que a empresa recebe
- Laudo assinado, com descrição das atividades, registro fotográfico quando útil e fundamentação normativa.
- Conclusão individual por função ou grupo de trabalhadores.
- Informações coerentes com o laudo de insalubridade, o LTCAT e o PPP.
- Orientação para revisar o laudo quando mudarem atividades, instalações ou quantidades armazenadas.
Base normativa e atualização
O laudo segue a CLT, que trata das atividades perigosas e da perícia, e a NR-16 com seus anexos, na redação vigente. Ele deve ser revisto quando mudarem as atividades das funções, a quantidade ou o local de armazenamento de inflamáveis, as instalações elétricas ou a forma de deslocamento dos trabalhadores.
Atendemos empresas de Goiânia e região metropolitana. Peça sua proposta pelo WhatsApp (62) 3661-0052.