Pular para o conteúdo
MT8Saúde Ocupacional

Ocupacional

PCA – Programa de Conservação Auditiva

A perda auditiva causada pelo ruído não tem volta, mas pode ser evitada. O PCA da MT8 reúne medição, controle, protetores, treinamento e audiometria em um plano só.

Por que um programa, e não só um protetor

Em muitas empresas, a conservação auditiva se resume a uma caixa de protetores no almoxarifado e a uma audiometria por ano. O resultado aparece devagar: um trabalhador que já não ouve bem o telefone, outro que reclama de zumbido. A perda induzida por ruído é progressiva e permanente, e por isso a prevenção precisa ser contínua e organizada.

O PCA junta, em um mesmo plano, tudo o que as normas pedem para quem trabalha exposto a ruído, e acrescenta acompanhamento para saber se está funcionando.

Os pilares do programa

  1. Avaliar o ruído. Medimos os níveis por setor e a dose de cada grupo de exposição com dosimetria, pelo laudo de agentes físicos, e identificamos quem está acima do nível de ação da norma.
  2. Controlar na fonte e no caminho. Manutenção de máquinas, enclausuramento, barreiras, materiais de absorção, mudança de layout e redução do tempo de exposição.
  3. Escolher o protetor certo. O protetor deve ser adequado ao nível e ao tipo de ruído, compatível com outros EPIs e confortável para a jornada.
  4. Treinar. O trabalhador precisa saber por que usar, como colocar, como higienizar e quando trocar.
  5. Monitorar a audição. A audiometria ocupacional segue o anexo da NR-7 e o PCMSO, e os resultados voltam para o programa.
  6. Revisar. Analisamos os dados e ajustamos as medidas quando algo não funciona.

Sinais de que a audição da equipe está em risco

  • É preciso elevar a voz para conversar a um braço de distância.
  • Trabalhadores relatam zumbido ou sensação de ouvido tampado no fim do turno.
  • Protetores ficam pendurados no pescoço ou são retirados para "ouvir a máquina".
  • Audiometrias de um mesmo setor mostram piora parecida ao longo do tempo.
  • O laudo de ruído é antigo e o setor recebeu novas máquinas.

Onde o PCA costuma ser necessário

SetorFontes comuns de ruído
Metalurgia e serralheriaEsmerilhadeiras, prensas, corte de chapas
Marcenaria e moveleiroSerras, plainas, tupias
Alimentos e bebidasEnvase, compressores, moinhos
Construção civilMarteletes, betoneiras, serras de piso
Gráficas e embalagensImpressoras, guilhotinas, bobinadeiras

Protetor com registro de entrega não prova uso. Em perícias, a discussão costuma ser se o equipamento era usado de verdade e se protegia. Treinamento, supervisão e a gestão de EPI com controle de troca são o que sustentam o programa.

O que a empresa recebe

  • Documento do PCA com diagnóstico do ruído, grupos expostos e responsabilidades.
  • Plano de controle com medidas priorizadas, integrado ao PGR.
  • Orientação para seleção de protetores e conteúdo do treinamento, que pode ser feito junto com o treinamento de EPI.
  • Acompanhamento dos resultados de audiometria em conjunto com o PCMSO.

Erros que esvaziam o programa

  • Um único protetor para todos. Ouvidos e níveis de ruído diferentes pedem opções diferentes. Ter mais de um modelo aumenta o uso.
  • Audiometria sem leitura. Exames arquivados sem análise de tendência por setor não ajudam a prevenir.
  • Medição única e antiga. O ruído muda quando entram máquinas novas ou quando a manutenção atrasa.
  • Treinamento só na admissão. O reforço periódico, em DDS curtos, mantém o assunto vivo.

Outro ponto importante: alguns produtos químicos, como certos solventes, também podem afetar a audição. Quando há exposição combinada, o programa considera os dois agentes.

Um PCA bem conduzido também ajuda a empresa em discussões sobre perda auditiva: mostra que o ruído foi medido, que houve controle, que o protetor era adequado e que a audição foi acompanhada ao longo do tempo.

Atendemos indústrias e obras em Goiânia e região metropolitana. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O PCA é obrigatório?

As NRs exigem que a empresa avalie e controle o ruído e acompanhe a audição dos expostos, por exemplo pela NR-1, pela NR-9 e pelo anexo de audiometria da NR-7. O PCA é a forma organizada de cumprir essas exigências e de provar que a prevenção foi feita.

Dar protetor auricular já resolve?

Não. O protetor é a última barreira. Ele precisa ser adequado ao ruído, confortável, bem colocado, usado durante toda a exposição e substituído quando necessário. Antes dele, a empresa deve buscar reduzir o ruído na fonte e no caminho.

O que acontece se a audiometria mostrar piora?

O médico do PCMSO avalia o caso, orienta o trabalhador e a empresa e verifica se há relação com o trabalho. O PCA usa essa informação para rever as medidas de controle no setor.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

WhatsApp