Um programa que trabalha por você
Muita empresa só lembra do PCMSO quando o RH precisa saber quais exames pedir para um novo funcionário. Mas o programa faz bem mais do que isso. Ele mostra se a saúde dos trabalhadores está sendo afetada pelo trabalho, dá ao médico critérios para decidir sobre aptidão e afastamento, e gera a prova de que a empresa acompanhou quem estava exposto. Em uma ação por doença ocupacional, essa prova pesa.
De onde vem a lista de exames
O ponto de partida é o inventário de riscos do PGR. Para cada função, o médico responsável olha os riscos registrados e decide o que precisa ser monitorado. Por isso, quando o PGR muda, o PCMSO tem de ser revisto. Veja como a lógica se aplica em três funções da mesma empresa:
| Função | Riscos do inventário | O que o PCMSO pode prever |
|---|---|---|
| Auxiliar administrativo | Ergonomia, fatores psicossociais | Exame clínico; complementares só se houver indicação médica |
| Operador de produção | Ruído, poeira, máquinas | Exame clínico, audiometria, espirometria conforme o agente |
| Pintor industrial | Solventes, névoas de tinta | Exame clínico e monitoramento de solventes |
A NR-7 traz anexos com critérios específicos para ruído, agentes químicos e radiações ionizantes, entre outros. O médico também pode pedir exames além dos anexos quando a avaliação clínica justifica.
Os cinco exames clínicos previstos
- Admissional, antes de a pessoa começar a trabalhar.
- Periódico, com frequência definida pelo programa conforme o risco e a condição de saúde.
- Retorno ao trabalho, após afastamentos previstos na norma.
- Mudança de risco, antes de a pessoa assumir uma função com riscos diferentes.
- Demissional, no desligamento, nas condições da NR-7.
Como elaboramos e mantemos o programa
- Leitura do PGR. Conferimos se o inventário está atualizado. Se não estiver, avisamos antes de escrever qualquer linha.
- Matriz de exames. O médico responsável define, por função, os exames clínicos e complementares e a periodicidade.
- Condutas. O programa registra o que fazer diante de alterações: reavaliação, afastamento da exposição, emissão de CAT quando cabe.
- Rotina de exames. Organizamos os exames ocupacionais e os complementares conforme a matriz.
- Relatório analítico. Consolidamos os resultados, comparamos com os riscos e apontamos onde a prevenção precisa de reforço.
Quando um resultado foge do esperado
Uma audiometria com piora, um indicador biológico acima do previsto, uma queixa repetida de dor no mesmo setor. A NR-7 pede que o médico investigue se há relação com o trabalho e que a empresa seja orientada sobre as medidas. Em muitos casos isso volta para o PGR: a proteção coletiva precisa ser revista, o EPI não está funcionando ou o posto precisa de uma análise ergonômica. Esse retorno é o que faz o programa servir para prevenção, e não só para arquivo.
Sigilo e prontuário
Os dados clínicos ficam no prontuário médico, sob guarda e sigilo. O RH recebe o ASO com a conclusão sobre a aptidão e os riscos, sem diagnóstico. Os dados necessários para o evento S-2220 do eSocial seguem o leiaute oficial.
Mudou de fornecedor de medicina do trabalho? O histórico de exames e o prontuário precisam continuar acessíveis ao novo médico responsável. Converse com a gente para organizar a transição sem perder informações.
Integração com o eSocial e a rotina do RH
Um PCMSO bem estruturado facilita o trabalho do departamento pessoal. Cada exame realizado gera dados para o S-2220, e a matriz de exames por função evita que o RH precise perguntar, a cada admissão, o que pedir. Também orientamos como acompanhar os vencimentos dos periódicos, para que ninguém fique com exame atrasado.
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